Dispatches from Copenhagen

  • Political theater of an entirely different kind

    COPENHAGEN – Location and timing – that's all that matters in the end, and the folks at Climate Action Network had the market cornered Tuesday.

    Six o'clock at the end of a long second day here at the Bella Center and delegates, activists, press and observers were starting to file out. The exodus came to a halt just short of the exit, where the CAN folks were presenting – with near-Oscar-style glitz – their Fossil of the Day Award.

    The crowd swelled, overflowed, ultimately came to a complete halt – storm run-off hitting a clogged street drain. The mass soon dwarfed the audience suffering through the far more august – and deadly dull – plenary session of the Subsidiary Body for Scientific and Technological Assistance, happening simultaneously across the cavernous convention center.

    Cell phones and digital cameras were raised. Necks craned. The CAN folks, dressed in tuxedo, dinner gown and – inexplicably – a mermaid suit, had a captive audience, and the show was on.

    Out came a cello. Song and dance numbers followed. A call-and-response to get the crowd worked up, a drum roll, countdown, then fake acceptance speeches. Activist theater on a high level.

    Other campaigns situated nearby but completely eclipsed by the hullabaloo could only smile grimly.

    CAN's mock award goes daily to the country or countries that campaigners feel are doing the most to obstruct progress in the global climate talks. Ukraine walked away with top honors for what CAN described as the "worst emissions reduction target in the world" – a 20 percent chop from 1990 levels. In reality, CAN said, that's a 75 percent increase from current levels, given the drop-off in industrial production following the Soviet collapse.

    "In the negotiations, people are starved for a little bit of drama," said one of the emcees, Katharine Trajan of Canada. "Plus you get a bite-sized bit of information about what happened during the talks today."

  • Samsø Island cuts the cord

    In 1997 the residents of Samsø Island set out to make their island the first in Denmark to go 100 percent energy independent. They've largely succeeded, installing wind turbines, biomass plants, district heating and solar hot-water systems. But the secret to their success, they say, has nothing to do with technology innovation. It's simply effective local politics. And the desire to make a buck.

  • Forests Deal Lurching Forward in Copenhagen

    In a new development roughly 45 countries with tropical rainforests are proposing to cut their deforestation by a quarter in 5 years as part of a deal to be finalized next week at the Copenhagen climate conference.

    That was the statement by Kevin Conrad, a negotiator with Papua New Guinea, at a press conference today. Behind closed doors negotiators are making headway towards an agreement that would for the first time put cutting deforestation under the U.N. climate treaty. But a number of key issues related to the U.N. Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries—also known as REDD—are still leading to acrimony...

    Read the full story here on the Science magazine site: http://blogs.sciencemag.org/scienceinsider/2009/12/forests-deal-lu.html

     

     

  • Vozes de Copenhague/Voices of Copenhagen

      Thousands march on the streets of the Danish capital to call more attention from world leaders regards to climate change. NGOs say demonstration has gathered 150 thousand people. Danish police has estimated a fifth of this number.       

  • Últimas do REDD/Latest on REDD

    New version of draft about REDD negotiations has been released on Friday and shows good progress in including payment of environmental services at the climate convention. But there has been so far no clue on how much developed countries are committed to finance avoided deforestation in the tropics. (in portuguese)

    Negociadores reunidos em Copenhague seguem discutindo neste sábado o rascunho da proposta sobre mecanismos de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD) nos países em desenvolvimento. A versão finalizada na noite de sexta-feira está neste momento com menos colchetes, o que indica avanços nas negociações. Mas ainda traz indefinições sobre se a redução de emissões deve ocorrer até 2030, e se os mecanismos de REDD estarão sujeitos a um financiamento seguro e de longo prazo. Além disso, existe um debate se os projetos para a diminuição das emissões devem ser nacionais ou regionais. Algumas questões, como a necessidade ou não de se estabelecer uma meta global para o desmatamento, continuam sem resposta. Também não foi mencionado de quanto será o recurso disponivel para este setor, nem de onde virá. Ainda não se sabe se o REDD será considerado parte dos chamados NAMAS, sigla para os planos de ação nacionais de mitigação de emissões, algo que o Brasil defende. Tampouco está claro se os projetos de REDD estarão sujeitos à verificacao de seu cumprimento pela ONU.

  • Um passeio de bike em Copenhague/A ride in Copenhagen

     Have a look at the video that shows how Copenhagen has managed to have more bikes than cars on the streets. (in portuguese)

  • Sem florestas não tem acordo/No deal without forests

    REDD mechanisms appear at drafts of the climate convention, ready after first week of negotiations. Without general drop on deforestation rates, global temperature will rise above 2 degrees Celsius. (in portuguese)

     A possibilidade de pela primeira vez a Convenção do Clima reconhecer a importância das florestas tropicais para reduzir os impactos do aquecimento global foi confirmada nesta sexta-feira, afastando o receio de que novamente este tema ficasse de fora. No texto preliminar resultado da primeira semana de negociações, o mecanismo de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) é citado como uma das maneiras de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, portanto merecedora de fundos promovidos pelos países de desenvolvidos e garantias para entrar em operação.

    Para o pesquisador Richard Betts, diretor de impactos climáticos do Centro Hadley de Meteorologia do Reino Unido, isso é o mínimo que se pode esperar de negociadores ainda divididos entre admitir um limite máximo para elevação da temperatura de 1.5ºC ou 2ºC. Ele demonstrou que para que fiquemos abaixo dos 2ºC é imprescindível garantir uma queda expressiva no desmatamento global.

    O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) mostra que a concentração de carbono equivalente (CO2e) – medida padrão para os gases de efeito estufa – precisa ficar estável na atmosfera entre 445 e 490 partes por milhão (ppm) para que a temperatura suba entre 2ºC e 2.4ºC, o que necessitaria uma redução de emissões em 2050 na ordem de 50% a 85% se comparadas aos níveis de 2000.

  • No Brasil será mais quente/Warmest in Brazil

     New data from MetOffice Hadley Centre and from the Brazilian Institute for Spatial Research indicate impacts of global warming may be 20% higher in Brazil. Rains will reduce drastically in the Amazon region and in the Sao Francisco basin. (in portuguese)
     
     O Centro Hadley de Meteorologia do Reino Unido, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançou nesta sexta-feira em Copenhague, durante a 15a Conferência do Clima  sobre Mudanças Climáticas, novos dados sobre os impactos do aquecimento global em território brasileiro. De acordo com modelo construído com os dados das duas instituições, o aquecimento no Brasil poderá ser 20% maior que a média mundial durante o século XXI. Isso significa, por exemplo, que se o planeta tiver uma alta de 1,8oC na temperatura, a resposta no Brasil será 2oC. Pode parecer pouco, mas basta lembrar que o mundo já se aqueceu 0,7oC nos últimos 50 anos.

    A conclusão é assustadora e reforça as previsões de que o país está no mapa das nações vulneráveis à mudança do clima. Um simples aumento de 2oC nos termomêtros afetaria fortemente o regime de chuvas nas principais Bacias Hidrográficas do país. No mesmo relatório - “Alterações climáticas no Brasil: o futuro” - os pesquisadores britânicos e brasileiros mostram que as chuvas seriam reduzidas em 15% na Bacia do São Francisco e 12% na Bacia Amazônica. Por outro lado, haveria um aumento de 2% nas chuvas na Bacia do Prata.

  • O dever de casa brasileiro/Brazil´s homework

    Seen as a reference amongst tropical countries for implementing mechanisms on payment of environmental services, Brazil faces new study about its weak points on forestry governance. (in portuguese)

     A boa pinta do Brasil em Copenhague ficou ligeiramente chamuscada com a divulgação de resultados preliminares de um estudo sobre governança florestal realizado pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) e pelo Instituto Centro de Vida (ICV) durante a 15ª Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15). O material só estará finalizado entre março e junho de 2010, mas já indica que o Brasil apresenta desempenho de moderado a fraco na maioria das condições necessárias para implantação de ações de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). Indicadores sobre gestão florestal e situação fundiária foram auferidos nos estados que somam 70% do desmatamento da Amazônia no período de 1999 e 2008: Mato Grosso e Pará.

    “O Brasil é, entre as nações em desenvolvimento, o país que está em situação mais avançada considerando as condições de governança necessárias para implantação de mecanismos de pagamentos por serviços ambientais e poderia iniciar essas ações num curto prazo”, considera Sheila Wertz-Kanounnikoff, do programa de governança do Centro para Pesquisa Florestal Internacional (CIFOR).

  • De olho nas matas tropicais/ An eye on tropical forests

    In order to empower REDD strategies, FAO and the Brazilian Institute for Spatial Research sign deal involving Brazil on training Congo basin countries for forest monitoring.  (in  portuguese)

    O Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (INPE) assinou nesta quinta-feira um tratado de cooperação com Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO, em inglês) para estender a metodologia brasileira de monitoramento do desmatamento na Amazônia para a Bacia do Congo. A iniciativa se enquadra em um programa para melhorar a capacidade de países como Gabão, Camarões, República Democrática do Congo, entre outros, de mensurar e reportar suas emissões de gases estufa por desmatamento.

    O acordo foi assinado pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, durante evento na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorre desde segunda-feira em Copenhague , Dinamarca. Segundo ele, a expectativa é que a partir de março, técnicos do instituto já sejam enviados ao continente africano para trocar experiências.

    O pedido da FAO coincide com o consenso nas negociações do clima de que antes de iniciar qualquer atividade financeira envolvendo as Reduções por Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), é preciso preparar os países para monitorar suas florestas. O diretor-geral do INPE, menciona a sigla MRV, que cada vez  torna-se mais conhecida. Ou seja, para engajarem-se em acordos de REDD, as nações detentoras de matas nativas devem empreender um esforço que possa ser Mensurado, Reportado e Verificado

    No vídeo abaixo, Câmara dá mais detalhes do projeto.

  • Sobram palavras, faltam cifrões/Too many words, but no numbers

    Text of new climate deal is to be released on Friday. Long term targets to tackle global warming are expected, though nobody knows who will pay the bill. (in portuguese)

     Nesta noite de quinta-feira, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, o principal negociador do Brasil na 15a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ficará acordado até mais tarde. Como vice-presidente do Grupo de Trabalho do Acordo de Ação de Longo Prazo - que carrega a assustadora sigla AWG-LCA (em inglês), ele terá que fazer hora-extra ao lado do presidente do Grupo, o maltês Michael Cutajar, na tentativa de finalizar o primeiro rascunho do que será um dos principais documentos de Copenhague. Mas a poucas horas de fechar o texto, uma das peças chave está faltando: os recursos financeiros para o combate à mudança do clima no longo prazo. “Não há nenhuma proposta sobre a mesa”, disse Figueiredo em coletiva de imprensa.

    No documento do LCA,  discute-se a chamada “visão compartilhada”, um conjunto de decisões que direcionará toda a política global de combate à mudança do clima. Nas negociações deste texto, por exemplo, está a meta geral de redução de emissões que deve ser perseguida pelo conjunto de países membros da Convenção da ONU. Outros pontos são as diretrizes para a transferência de tecnologia entre países  e ações de mitigação que incluam a diminuição do desmatamento de florestas tropicais (o instrumento REDD).

  • Ofensiva americana/American offensive

    Obama´s advisor for climate change arrives in Copenhagen and hardens dialogue with developing countries. From the Brazilian point of view, there´s no deal without financial commitment of the developed world (in Portuguese)

    Chegou nesta quarta-feira em Copenhague, o conselheiro para mudança climática do governo Barack Obama, Todd Stern. A expectativa e a pressão em torno da atuação dos Estados Unidos na 15a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP15) cresce a cada dia. A vinda de Obama pode representar a quebra do impasse nas negociações do novo acordo climático. Isso porque Stern promete que a administração está comprometida a colocar dinheiro no combate ao aquecimento global nos países pobres. A questão agora é saber o que define uma nação pobre.

    Ainda não há detalhes de quanto dinheiro Obama vai trazer no bolso, mas o que preocupa as organizações não-governamentais desde o início da conferência na segunda é que os americanos tentem barganhar metas de emissões por apoio financeiro. “Há este rumor de que as delegações dos países em desenvolvimento poderiam aceitar a meta de 17% dos EUA em troca dos US$ 10 bilhões para o fundo de ação imediata”, comentou o ambientalista Carlos Ritll, que acompanha as negociações pela WWF-Brasil. Por enquanto, os EUA oferecem em Copenhague uma redução de 17% de suas emissões de gases de efeito estufa sobre os níveis de 2005.

  • A mensagem de Gil na COP-15/ Gilberto Gil message on COP-15

    Former Minister of Culture and Brazilian musician, Gilberto Gil thinks that the World can be a better place (in portuguese)
     

  • Um tour pela COP-15/A tour per COP-15

    15 thousand people, 15 tonnes of potatoes and a good organisation. Get to know the Bella Center, the venue where the 15º Climate Summit is happening (in portguese)

  • Ticking clocks and stumbling blocs at Copenhagen

    With only a week to go, negotiators at the Copenhagen climate summit say that longstanding divisions between industrialized and developing nations have so far proven insurmountable.

    The fissures were clear at a press conference Friday morning, which featured delegates from India, China, Bangladesh, and the European Commission.

    "After two years of negotiations, it came to me that we argue a lot between developing countries and developed countries but it boils down to one issue," said Chinese negotiator Qingtai Yu. “For the developed countries, when it comes to emissions space, the fundamental attitude is that 'what is mine is mine, but what I've taken away from you I've got to keep.' For us, the developing countries, our position is -- our emissions space is under occupation. And we want it back."

    The statement underscores one of the central hurdles negotiators face: the reluctance of advanced developing nations like India and China to commit to enforceable limits on carbon emissions, and American insistence not to commit without them.

    Indian delegate Chandrashekhar Dasgupta repeated the familiar the argument that developing countries cannot afford to sacrifice growth and poverty eradication in the battle against climate change.

    "If we fail to achieve and maintain the highest possible rates of development," he said, "then we will be condemning future generations of our countries to the horrendous impacts of climate change without any significant coping capacity."

  • Climate solution: Cycling in Copenhagen

    To visit Copenhagen is to see bicycle commuting taken to an entirely new level, at least by standards in the United States.

    The residents of Copenhagen bike 1.2 million kilometers every weekday - that's 40 times around the globe. The climate benefits are obvious, but to the Danes, that's almost secondary. City planners have spent nearly a decade transforming the city, putting in bike lanes, connecting major routes, slowing traffic, adding ramps to stairs. The result is that the majority of people who bike in Copenhagen - and 37 percent of all the people entering Copenhagen during the week do so on bike -  are on two wheels because they find it easy.

  • Stale and stalemated

    Space is tight in the cavernous Bella Center.

    One week in and progress - if it's to be seen at all - can only be found "under the ... magnifying glass," as Karl Falkenberg, the European Commission's director general for the environment said Friday.

    At a briefing Friday morning with Falkenberg, Ambassador Qingtai Yu of China, Secretary C. Dasgupta of India and Ambassador Quamrul Islam Chowdhury of Bangladesh, the take-home message was clear: Nobody has moved from the stalemated positions that have kept international negotiations seized up since the Bali accord in 2007.

    Rumors of dissent and discord are just so much froth and foment, these men agreed. China and the 130 less-developed countries of the G-77 remain in lock-step. The origins of various texts – be they Danish, Chinese or South African – is a non-issue.

    The EU and developed countries want binding targets for everyone. The developing countries don't. That's the bottom line.

    Everyone seems to be looking for the ministers or the heads-of-state to arrive and somehow cut through the knots. Or for what we might as well call the Bali ex machina – where in the middle of the night, well past the 11th hour, a solution somehow emerges from the ether, as it did in Bali in 2007.

    I'm not going to stay up. It appears – at least right now – that we're headed for a federated approach where ministers arrive, announce their national mitigation goals and head home to cut emissions as best they can.

  • Coverage of COP15 so far

    Here are the stories I've covered so far from Copenhagen.

    Cosmos:

    No climate for games

    The hacked emails affair is a pointless distraction: the science of global warming is unequivocal, and it's time for governments meeting in Copenhagen to focus on action if we are to save millions of lives.

    National Geographic:

    Global Warming "Marches On"; Past Decade Hottest Known

    The past decade has been the hottest on record, according to new global warming data released today at the Copenhagen climate conference by the World Meteorological Organization.

    Science:

    Developing Countries React in Outrage to "Danish Text"

    WMO Warming Data Cited In Copenhagen As Assault on Science Continues

    G Magazine (Australian green lifestyle mag):

    COP15 heats up

    Things are manic here at Copenhagen's sprawling Bella Centre site, where more than 15,000 people are expected to be in attendance when the confab kicks into higher gear for the more advanced stage of negotiations next week.

    I'm also tweeting for G: http://twitter.com/G_magazine

     

     

     

  • Disarray in Denmark?

    My sense  in talking with various delegates is that the Danish text controversy is more of a wrinkle, if that. Delegates from South Africa, Mexico, Algeria hadn't even heard of it when I asked them about it late yesterday and early today; I haven't gotten any sense that these talks have come to a standstill or are in disarray.

    The "text" isn't on the table, it's not a part of the talks. A member of the Mexico delegation, which is part of the so-called "compromise block" of states (including Switzerland and South Korea) trying to find common ground - told me yesterday that such rumors and stories of strife and conflict are fairly common during the first week of these negotiations. 

    There may indeed be a walkout at some point in the next few days. But it does appear, at least right now, there's far too much momentum behind this train for something like the "Danish text" to derail it.

    The original Guardian article that broke the story can be found here. Daily Climate also has several stories today following the story, available on our politics page.

  • Copenhague em transe/ Copenhagen in trance

     
     
     Representante africano protesta no Bella Center
    (foto Cristiane Prizibisczki)      
    Nesta terça-feira, segundo dia da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, as negociações foram abaladas pelo vazamento de um documento do governo dinamarquês ao jornal britânico The Guardian. O texto que foi revelado é uma proposta de redação do novo acordo climático. A notícia da existência do documento causou mais impacto do que propriamente seu conteúdo. Um clima de desconfiança entre as delegações voltou às negociações do clima, espantando o otimismo expressado na abertura nesta segunda.
     
    A reação mais enfática à aparição do texto dinamarquês foi do Grupo dos 77 mais China (G77), que reúne as nações em desenvolvimento. Embora pouca gente acredite que o vazamento tenha partido dos anfitriões da conferência, o embaixador sudanês Lumumba Stanislaw Di-Aping avisou que o primeiro ministro dinamarquês vai ter que se explicar sobre o teor do documento.